Quarta-feira, 16.05.12

 

Isto de pôr conservadores a gerir uma crise económica, de resto causada e alimentada por eles e pelas suas clientelas, é como deixar o cavalo de trabalho à mercê do lavrador falido. Ele vai poupando gradualmente nas rações do cavalo na esperança de que ele perca lentamente o hábito de comer. No dia em que o cavalo já não sabia o que era comida, esticou o pernil.

 

Comentário brilhante do lavrador: Agora que já não precisavas de comer é que decidiste morrer!

 

Os conservadores à Merkel e à Passos Coelho e muitos socialistas das praças europeias alinham na mesma estratégia. Vejamos quantas tragédias como a grega estão a ser ensaiadas!



mart às 10:22 | link do post | comentar | Partilhar

Cadilhe diz que Teixeira dos Santos e Vítor Constâncio 'enganaram' portugueses no caso BPN

 

Um dos passatempos predilectos dos portugueses: Ouvir trafulhas a insultarem-se uns aos outros. Até faz dó tanta miséria espiritual!

 

Claro, que o jornalismo está ao mesmo nível. É jornalismo de lavadeiras de tanque público.

 

Ou será que o Cadilhe sempre que abre a boca tem alguma coisa para dizer? Pode muito bem estar a abrir a boca só para apanhar a mosca que vai a passar.



mart às 09:05 | link do post | comentar | Partilhar

Dinamarca tem entre sete a dez mil vagas

 

Em Portugal também não falta que fazer. E não falta gente com vontade de trabalhar. O que é preciso é outra política, outros políticos, homens no aparelho de Estado virados para o desenvolvimento e o aproveitamento dos recursos portugueses.

 

A Dinamarca, a Suécia, a Noruega, a Austria são brinquinhos em planeamento, organização, aproveitamento dos seus próprios recursos humanos e naturais. Portugal ainda tem muito para andar, para fazer, para mobilizar, para estimular. Portugal precisa de outros políticos, outras prioridades, outra dinâmica. Estes políticos dos partidos instalados, grandes cozinheiros da alta intriga & conversa fiada, é que são os trambolhos do nosso desenvolvimento. Conscientemente, propositadamente. Enquanto estorvam e chamam a atenção para si, estão a dar cobertura às negociatas e vigarices dos seus capangas nos bancos e consórcios.



mart às 08:43 | link do post | comentar | Partilhar

Nunca é demasiado lembrar aos cabeças mais duras que “como se sabe hoje, [o BPN] era um buraco (quase) sem fundo e que vamos todos pagar, com mais impostos.

 

Os bancos nunca deveriam estar nas mãos de grupos privados, por mais iluminadas que sejam as moleirinhas dos seus membros. Os bancos devem estar nas mãos do Estado,  e este claro dirigido por gente séria, os seus negócios sob vigilância permanente dos representantes eleitos pelas populações. É que não pode ser que os impostos pagos pelas pessoas sejam desviados para tapar falcatruas feitas pelas tais moleirinhas iluminadas.

 

Nunca é demais insistir que os bancos não devem pertencer a grupos privados ou a quaisquer investidores. Os bancos são um assunto do Estado. Como as Forças Armadas, a polícia, os tribunais. O resto é treta para boi dormir.



mart às 08:24 | link do post | comentar | Partilhar

Na segunda-feira os gregos levantaram das suas contas bancárias 700 milhões de euros. Hoje ficamos a saber que os portugueses continuam a depositar, como mandam as regras da boa educação e de povinho bem comportado, as suas poupanças nos bancos.

 

Os portugueses como os gregos vêem-se gregos, mas não são gregos, não é verdade?

 

Há ainda outra pergunta que se impõe: Quem são os gregos que têm 700 milhões para levantar (ou transferir para bancos europeus mais seguros?) e quem são os portugueses que ainda fazem poupanças? Quando se fala de gregos convêm saber que gregos? De portugueses, que portugueses? E de jornalismo, que jornalismo?  



mart às 07:58 | link do post | comentar | Partilhar

Depositar as poupanças nos bancos é sinal de confiança nos institutos financeiros? Pode ser. Mas em casa, debaixo do colchão, é que não as podem guardar. Com a ladroagem que anda por aí impune à solta, é mais provável que as pessoas tenham mais medo de serem assaltadas do que de perder o dinheiro nos bancos. Mas quem escreve para bancos aproveita para lhe puxar brilho.

 

Ou será essa história das poupanças nos bancos mais um desejo na esperança que se torne realidade?



mart às 07:41 | link do post | comentar | Partilhar

Terça-feira, 15.05.12

 

Vinte euros na compra de outros produtos Pingo Doce e a carne vai por metade do preço. Começa na quinta e dura todo o fim de semana. A campanha para a fera portuguesa. À carne, seus leões!

 

É pegar ou largar! Pouco importa a origem, os prazos das etiquetas, a qualidade da carne. Carne é carne, o português que se preze não se põe com criquices.



mart às 22:12 | link do post | comentar | Partilhar

A vida é o que é. Se lhe metemos a felicidade pelo meio, então é que é: Um bico d’obra. Sou infeliz? Não. Mas a pensar na felicidade, a querer sentir a felicidade, a procurar a felicidade dentro de mim, acabaria por ser.

 

Vivo como se vive. Não como se vive por aí, mas como acho que devo viver. O que tenho, pouco, muito pouco, chega-me. Só o que sou me sabe a pouco, nunca me chega. É o desafio. Num mundo de ter, sem querer ser, ou saber do ser, ou vir a ser, estou sempre a ganhar.

 

Os novos apóstolos da felicidade não diferem muito dos velhos apóstolos das divindades. Os lucros do seu negócio crescem na relação directa e progressiva ao aumento do número de miseráveis.

 

A felicidade é o ideal quebra-cabeças para infelizes.



mart às 11:55 | link do post | comentar | Partilhar

Este governo não resolve problema nenhum e a crise continua a agravar-se em cada dia que passa. Quer dizer, cada manhã que surge, os problemas se tornaram mais graves, mais ameaçadores, mais difíceis de resolver e acabarão por exigir medidas cada vez mais drásticas,  rigorosas e dolorosas para a população. O quadro da situação assemelha-se muito à de um doente caturra e medroso que insiste nas receitas do curandeiro seu vizinho, que o manda rezar e acender velas, em vez de ir ao médico e mudar os seus hábitos milenares.

 

Portugal tem ainda suficientes recursos naturais e humanos. O que não pode é estar indefinidamente a desbaratá-los e a entregá-los de mão-beijada às “forças financeiras de ocupação” (Manuel Pina). Portugal precisa desses recursos para se levantar, reorganizar o tecido produtivo, aumentar o poder de compra das suas populações. Mas antes de mais Portugal precisa de outros homens e outras mulheres no poder, que acreditem na força do seu povo, que lhes inspire ânimo e confiança e invista nas suas capacidades e potencialidades.

 

Nada de ilusões! Não vai ser fácil. Mas ainda estamos a tempo de interceptar esta política destrambelhada em que cada passo em frente é um passo a mais para o desastre.



mart às 09:27 | link do post | comentar | Partilhar

O patrão despediu-o. Nervoso, de cabeça baixa, foi ao escritório ver se podia ficar mais uns tempos. Tinha família para sustentar, compromissos financeiros, a trapalhada do costume a dar cabo da vida de um homem.

O patrão recebeu-o com um sorriso:

-Então, homem, que tristeza é essa, levante a cabeça! Ainda não ouviu dizer que o despedimento e o desemprego são as grandes oportunidades da sua vida?



mart às 08:14 | link do post | comentar | Partilhar

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. Origens do atrazo

OS DONOS DO PAÍS

Clica na imagem para veres o filme

O DONO DA DEMOCRACIA

AQUI e AQUI podes ler ou descarregar a obra ‘proibida’ de Rui Mateus sobre o PS e Mário Soares


. T2

. O ensaio das tragédias

. Abrir a boca para a mosca

. Em Portugal não falta que...

. Lembrar, lembrar, lembrar

. Portugal não é a Grécia, ...

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